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ESTRADA/TRIATHLON Um guia para entender o ciclismo de estrada
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Saiba o que significam Etapas, Grand Tour, Clássicas, contrarrelógio e outros termos tão comuns nas provas de ciclismo de estrada.

Entendendo o ciclismo de estrada
O Ciclismo de Estrada te deixa cheio de dúvidas? Confira nosso guia para entender o que se passa em cada prova.

Com a temporada de ciclismo de 2022 já a pleno vapor, podem surgir dúvidas sobre como funcionam as provas, quais as competições que acontecem e qual o papel de cada ciclista dentro de sua equipe.

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Por isso, fizemos um pequeno guia para você entender um pouco melhor como são estruturadas as maiores provas do ciclismo de estrada do mundo, e conseguir acompanhar as disputas com mais facilidade.

Confira:

TIPOS DE PROVAS DE CICLISMO DE ESTRADA

PROVAS POR ETAPAS

Provas por etapas são provas realizadas ao longo de vários dias, em que cada dia traz um desafio diferente para os atletas. Estas provas podem durar desde poucos dias até 21 dias, como acontece no Tour de France, por exemplo.

Nestes casos, geralmente há dois dias de descanso inseridos na duração da prova. Em percursos maiores, que prevêem até mudanças de país, ocasionalmente são três dias de descanso, para que as equipes também consigam se deslocar a tempo.

As provas mais famosas do ciclismo, como o Tour de France, são provas por etapas.

GRAND TOUR

Cena da abertura do Giro d’Italia 2021

O Grand Tour do Ciclismo de Estrada é a “tríplice coroa” das provas por etapa mais prestigiosas do esporte: o Tour de France, o Giro d’Italia e a Vuelta a España.

PROVAS DE UM ÚNICO DIA

As provas de um único dia são a “origem” do ciclismo competitivo. São provas exigentes em que não há chance para recuperar um mau dia no dia seguinte, é preciso dar tudo de si para garantir uma boa colocação.

Existem provas de um único dia disputadas ao longo de todo o calendário, mas a primavera europeia concentra a maior parte delas.

CLÁSSICAS

Algumas das mais importantes provas de um único dia são as chamadas “Clássicas“, provas de renome e com trechos famosos em seus percursos.

Dentre elas estão as provas “Monumento”, algumas das competições mais tradicionais do ciclismo de estrada: Paris-Roubaix, Milan-Sanremo, Liège-Bastogne-Liège, Volta a Flandres e Il Lombardia.

Muitas das provas de um dia são realizadas na região de Flandres, na Bélgica, uma das capitais mundiais do ciclismo e famosa por suas estradas de pavés, os paralelepípedos que são desafios clássicos do esporte e também podem ser encontrados na região de Roubaix, no norte da França.

TIPOS DE ETAPAS

Em competições por etapas, os trechos costumam ser divididos entre estrada plana, montanhosa e contrarrelógios.

PARTIDAS EM MASSA

Cena da largada do Giro d’Italia em 2019.

As chamadas partidas em massa (“Mass starts”) são o tipo de etapa mais comum no ciclismo de estrada.

Após assinarem o livro de ponto da largada, todos os ciclistas se dirigem juntos ao início da competição, onde é dada uma largada simbólica.

Depois de alguns quilômetros, a corrida é neutralizada e começa a competição de verdade. As Clássicas e os trechos das provas por etapa também são divididos entre planos, média-montanha e alta-montanha.

CONTRARRELÓGIOS

O holandês Tom Dumoulin, especialista em contrarrelógio.

Em etapas de contrarrelógio individual, cada ciclista larga separadamente e cumpre o trecho sozinho, com seu tempo cronometrado. Geralmente os atletas largam com alguns minutos de diferença entre eles, partindo do pior classificado ao melhor classificado.

Algumas provas também têm etapas de contrarrelógio coletivo, em que a equipe toda corre contra o tempo.

Etapas de contrarrelógio com menos de 8 km de percurso são chamadas de prólogos.

COMPETIÇÕES

Muitas vezes acontecem várias competições dentro de uma mesma prova. Elas costumam ser divididas assim:

CLASSIFICAÇÃO GERAL

É a maior e mais importante competição dentro de qualquer prova. Como o nome diz, sagra o vencedor geral por tempo, ou seja, o ciclista que cumpriu todo o percurso em menos tempo, somadas todas as etapas.

Em provas por etapas, o ciclista que lidera a classificação geral veste uma jersey especial de líder no dia seguinte – a mais famosa delas é a jersey amarela do Tour de France.

PONTOS

A Competição por pontos sagra o melhor ciclista de acordo com a pontuação obtida em cada etapa. Trechos diferentes têm pontos diferentes para serem ganhos, com trechos planos comumente rendendo mais pontos do que trechos de montanha.

MONTANHA

A competição de montanha está, claro, associada aos trechos montanhosos das provas. Escaladas previamente determinadas representam pontuações distintas, com categorias diferentes de subidas compondo cada etapa.

JOVENS

A competição entre os jovens ciclistas funciona como a competição pela classificação geral, mas acontece apenas entre os atletas de até 25 anos.

É possível vencer a classificação geral e a classificação jovem ao mesmo tempo, como já fez Tadej Pogacar, o jovem fenômeno da UAE Team Emirates.

COMBATIVIDADE

Em algumas competições são dados prêmios também aos ciclistas mais combativos. Esta premiação é definida por um júri especializado, que escolhe quem foi o ciclista que mais lutou por sua posição durante aquele dia.

CATEGORIAS DE CICLISTAS

Nas grandes provas, as equipes de ciclismo de estrada costumam ter oito ciclistas cada, todos eles com papéis determinados dentro do grupo.

VOLTISTAS

O britânico Chris Froome, que colecionou títulos enquanto voltista.

São os famosos “all-rounders”, “bons em tudo” e candidatos ao título na Classificação Geral.

Costumam ser os nomes de maior destaque dentro de cada equipe, mas podem mudar de acordo com o perfil da prova e a especialidade de cada atleta – uma prova com mais etapas de montanha vai privilegiar ciclistas que sejam bons escaladores, e uma prova com muitos trechos planos deve favorecer os sprinters, por exemplo.

Voltistas são ciclistas completos, que se saem bem tanto no plano quanto na montanha ou em contrarrelógios, aumentando suas chances de uma boa classificação geral.

ESACALADORES

O espanhol Alberto Contador, considerado um dos maiores escaladores de todos os tempos.

São ciclistas especialistas em subidas – ou escaladas. Costumam ser ciclistas menores e mais leves, o que facilita a superação das montanhas.

Muitas vezes vemos escaladores competindo pela Classificação Geral, já que a diferença de tempo que ganham nos trechos montanhosos pode lhes dar grande vantagem.

CONTRARRELOGISTAS

O espanhol Miguel Indurain, que venceu o Tour de France cinco vezes consecutivas.

São ciclistas que conseguem pedalar em alta potência por grandes períodos de tempo. Costumam ser atletas mais pesados do que aqueles que disputam a Classificação Geral, embora haja casos como os de Miguel Indurain, que era especialista em contrarrelógios e venceu o Tour de France cinco vezes e o Giro d’Italia duas.

SPRINTERS

Também chamados de velocistas, são ciclistas fortes especializados em produzir muita potência por curtos períodos de tempo, para tentar cruzar a linha de chegada bem colocados.

Nos metros finais das provas é comum que as equipes coloquem os ciclistas para trabalhar em função do velocista, para que este chegue descansado e bem protegido à posição de ataque final.

PUNCHEURS

São ciclistas que combinam habilidades dos sprinters com habilidades escaladoras. Vão especialmente bem em provas com bastante terreno plano e subidas menores.

GREGÁRIOS

Originalmente chamados de “domestiques”, são peças-chave na composição da equipe.

Trabalhando para ajudar os atletas de maior destaque, os gregários cumprem muitas funções diferentes durante a prova, como proteger os líderes do vento, buscar caramanholas cheias e ajudar a posicionar a equipe em etapas de montanha, entre outras coisas.

ROLADORES

Os chamados “rouleurs” são os grandes responsáveis por impor o ritmo em longos trechos planos. Muitas vezes os roladores “põem pressão” em equipes adversárias, buscando (e cansando) seus líderes quando o pelotão se quebra.

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